Quando éramos criança, a gente fazia "arte". Nossos pais nos xingavam ou alertavam, mas a gente só queria fazer o que bem entendesse.
Quando éramos adolescentes, a gente "zoava". Depois nossos pais e professores nos xingavam, tiravam internet e celular, ou nos avisavam dos perigos, antes mesmo de acontecerem. Mas a gente só queria fazer o que desse na telha e foda-se o resto.
Quando éramos adultos, a gente errava achando que estava acertando. Depois nossos amigos nos diziam as verdades e nós os mandávamos à puta que pariu e parávamos de falar com eles. Porque a gente achava que já tinha idade suficiente pra saber de tudo, afinal, éramos adultos.
Quando éramos velhinhos, a gente se amargurava sem querer. Mas ninguém falava mais nada. Afinal, já somos vividos, sábios anciãos, não precisamos de alguém nos falando o que fazer.
Em nenhuma fase da vida a gente escuta, nem antes dos acontecimentos, nem depois. Agimos com o coração, e o coração, não tem ouvidos.
ideiasdajulynha.
sábado, 15 de junho de 2013
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Casa e cama
Minha tia me disse, que para um casal ser feliz, é preciso "casa e cama". Onde casa se entende por convivência e cama por sexo (obviamente). Eu tenho que concordar, porque amamos nossos pais, nossos amigos, nossos cachorros e mesmo assim não queremos fazer sexo com eles. Não, pera (ok, estou me referindo ao modo comum... :x). E quantas vezes fizemos sexo apenas por um tesão descontrolado de momento? (okei, quase nenhuma... :/). Enfim, sexo deveria ser feito no intuito de dar e receber (literalmente), é troca mútua de prazer.
Sim, moralista demais. Pode até ser, mas eu acho que não é tão fácil para nosso coração entender a praticidade da liberação sexual. A gente se apega... Ao beijo, ao cheiro, à temperatura, à textura e principalmente, ao desempenho.
Falar que será somente carnal é simples, agora explica isso pra nossa carência humana. É como brincar com fogo e quando a gente se queima, machuca igual.
Então, por que não se entregar a quem realmente te aceita e te deseja? Assuma seus sentimentos e suas vontades. Jogue limpo, pois as consequências de qualquer relação são feito tatuagens em ambos os corações.
ideiasdajulynha.
Sim, moralista demais. Pode até ser, mas eu acho que não é tão fácil para nosso coração entender a praticidade da liberação sexual. A gente se apega... Ao beijo, ao cheiro, à temperatura, à textura e principalmente, ao desempenho.
Falar que será somente carnal é simples, agora explica isso pra nossa carência humana. É como brincar com fogo e quando a gente se queima, machuca igual.
Então, por que não se entregar a quem realmente te aceita e te deseja? Assuma seus sentimentos e suas vontades. Jogue limpo, pois as consequências de qualquer relação são feito tatuagens em ambos os corações.
ideiasdajulynha.
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Quarta-feira, refleti
Hoje eu saí e comecei a entrar nas lojas procurando qualquer coisa, apenas para comprar. Então peguei roupas baratíssimas e as experimentei. Eram coisas das quais eu não precisava, mas queria possuí-las.
Do nada, eu caí em mim. Que que eu to fazendo aqui?!
Aí pratiquei o desapego, coisa que eu deveria levar para meus relacionamentos também. Olhei bem para a roupa, bonitinha, ficou bem em mim e tal, mas, eu preciso disso pra ser feliz? Eu preciso? Não, eu não preciso. Despi a peça e entreguei de volta para a vendedora e disse: Não, isso não serve. Obrigada!
Saí feliz. Mas como eu estava analisando as coisas automáticas que eu faço, fui comprar um sorvete, só que decidi radicalizar e comprar o do Burguer King, abandonando o eterno Mc... Com um aperto no coração pedi um misto, arrisquei, me joguei no "novo". Para a minha surpresa o do Burguer King é maior que o do Mc, fiquei chocada, mas satisfeita pela minha escolha.
Só que eu tava querendo muito ser vida loka no shopping, daí comi o sorvete sem pazinha... E fiquei sentada ao lado de um senhor que não se mexia, observando gurias de vila com seus shorts de cores degradê e patricinhas contando fofocas umas pras outras.
Alguma meia hora depois, saindo do shopping, me deparo com uma menina com quatro sacolas, cheeeeia de roupas. Na minha imaginação inocente pensei:
- Ah, ela deve ter ganhado de alguma loja retalhos... Ou então ela deve estar levando pra mãe dela que é costureira, pra fazer uns reparos...
Só que estavam muito pesadas pra ela carregar, e ela parou várias vezes no caminho pra pegar melhor as sacolas. Eu que estava logo atrás dela, não entendia por que que ela olhava pra mim nervosa, pensei em ajudar (mas como sou trouxa, não ajudei ^^), aí vi que estavam com etiquetas da RENNER, e eram casacos.
Eu acabei ultrapassando ela e mais alto que meus fones de ouvido escutei uns gritos e a guria correndo a mil, deixando as sacolas para trás. Sim, ela estava roubando tudo aquilo...
Coisas que aprendi: desapegue do que não precisa, arrisque a mudar de sorvete, não ajude se lhe bater a dúvida, pois tu pode se meter numa fria ;*
ideiasdajulynha.
Do nada, eu caí em mim. Que que eu to fazendo aqui?!
Aí pratiquei o desapego, coisa que eu deveria levar para meus relacionamentos também. Olhei bem para a roupa, bonitinha, ficou bem em mim e tal, mas, eu preciso disso pra ser feliz? Eu preciso? Não, eu não preciso. Despi a peça e entreguei de volta para a vendedora e disse: Não, isso não serve. Obrigada!
Saí feliz. Mas como eu estava analisando as coisas automáticas que eu faço, fui comprar um sorvete, só que decidi radicalizar e comprar o do Burguer King, abandonando o eterno Mc... Com um aperto no coração pedi um misto, arrisquei, me joguei no "novo". Para a minha surpresa o do Burguer King é maior que o do Mc, fiquei chocada, mas satisfeita pela minha escolha.
Só que eu tava querendo muito ser vida loka no shopping, daí comi o sorvete sem pazinha... E fiquei sentada ao lado de um senhor que não se mexia, observando gurias de vila com seus shorts de cores degradê e patricinhas contando fofocas umas pras outras.
Alguma meia hora depois, saindo do shopping, me deparo com uma menina com quatro sacolas, cheeeeia de roupas. Na minha imaginação inocente pensei:
- Ah, ela deve ter ganhado de alguma loja retalhos... Ou então ela deve estar levando pra mãe dela que é costureira, pra fazer uns reparos...
Só que estavam muito pesadas pra ela carregar, e ela parou várias vezes no caminho pra pegar melhor as sacolas. Eu que estava logo atrás dela, não entendia por que que ela olhava pra mim nervosa, pensei em ajudar (mas como sou trouxa, não ajudei ^^), aí vi que estavam com etiquetas da RENNER, e eram casacos.
Eu acabei ultrapassando ela e mais alto que meus fones de ouvido escutei uns gritos e a guria correndo a mil, deixando as sacolas para trás. Sim, ela estava roubando tudo aquilo...
Coisas que aprendi: desapegue do que não precisa, arrisque a mudar de sorvete, não ajude se lhe bater a dúvida, pois tu pode se meter numa fria ;*
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quarta-feira, 20 de março de 2013
Analogia
Sofrer agora, ou sofrer mais tarde. Qual a diferença se é inevitável? É como a morte, todos sabemos que ela está lá, agora ou depois ela virá. Mas mesmo assim, vivemos, vivemos, vivemos (:
ideiasdajulynha.
ideiasdajulynha.
terça-feira, 19 de março de 2013
Sobre o amor
O amor, ah! o amor.
O que? Do que nós estamos falando? De um espectro? De um fantasma? De algo inalcançável? Eu não sei, ninguém parece saber. As músicas falam de dor de amor, existem livros e filmes que nos mostram sua existência imaginativa. Mas eu nunca o vi.
Posse, desejo, ciúme, isso eu já senti. Mas amor, como ele é? Se faz chorar, é tristeza, se nos faz feliz, é alegria. E o que o amor faz com a gente? Já ouvi dizer que nos deixa idiota, sem medo de nada, deixamos de viver por nós para viver por outros, é uma esperança sem sentido, faz a gente tremer e dispara o coração.
Então, para qual direção estamos correndo?
Para essa pergunta eu já sei a resposta: para um beco sem saída, que te engana, porque é muito distante daqui, te fazendo acreditar que vai sim chegar ao final do arco-íris.
Durante a vida, todos nós estamos mergulhados nele, mas somos impermeáveis. Não vamos percebê-lo na hora certa, vamos nos assustar com sua grandiosidade e onipresença. Vamos tentar matá-lo, dentro de nós, em volta de nós.
ideiasdajulynha.
O que? Do que nós estamos falando? De um espectro? De um fantasma? De algo inalcançável? Eu não sei, ninguém parece saber. As músicas falam de dor de amor, existem livros e filmes que nos mostram sua existência imaginativa. Mas eu nunca o vi.
Posse, desejo, ciúme, isso eu já senti. Mas amor, como ele é? Se faz chorar, é tristeza, se nos faz feliz, é alegria. E o que o amor faz com a gente? Já ouvi dizer que nos deixa idiota, sem medo de nada, deixamos de viver por nós para viver por outros, é uma esperança sem sentido, faz a gente tremer e dispara o coração.
Então, para qual direção estamos correndo?
Para essa pergunta eu já sei a resposta: para um beco sem saída, que te engana, porque é muito distante daqui, te fazendo acreditar que vai sim chegar ao final do arco-íris.
Durante a vida, todos nós estamos mergulhados nele, mas somos impermeáveis. Não vamos percebê-lo na hora certa, vamos nos assustar com sua grandiosidade e onipresença. Vamos tentar matá-lo, dentro de nós, em volta de nós.
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