Venho com um pensamento há tempos sobre as mudanças das pessoas, e cheguei a conclusão de que somos divididos em dois pólos, um de coisas rígidas e outro de coisas maleáveis. E essas duas partes juntas deveriam rumar ao bem estar do indivíduo, mas tudo requer um esforcinho, né?
Têm coisas que são da gente, características que nos definem, como ser extrovertido ou não, falar alto ou não, ser engraçado ou não... Esse tipo de coisa, sabe? Coisas que nascem com a gente, que não foram influenciadas por ninguém, que não nos foi ensinado, simplesmente estava ali dentro de nós, desde que nos entendemos por gente. Acho que essas características são meio fixas, sem mudar muito. Este seria o pólo rígido, a essência.
Têm coisas que são da gente, características que nos definem, como ser extrovertido ou não, falar alto ou não, ser engraçado ou não... Esse tipo de coisa, sabe? Coisas que nascem com a gente, que não foram influenciadas por ninguém, que não nos foi ensinado, simplesmente estava ali dentro de nós, desde que nos entendemos por gente. Acho que essas características são meio fixas, sem mudar muito. Este seria o pólo rígido, a essência.
Porém, existem outras coisas que também fazem parte do que somos, mas que ficam se transformando com o passar do tempo. São coisas em formato invisível, que vivem dentro de nós e que nos fazem mudar a direção. É o pólo maleável. Para mim, isso é parte da evolução de ser humano e do ser humano (é, isso mesmo). Essas coisas mutantes nos movem, essas partes se modificam e nos impulsionam fortemente na vida. Mas, como todos nós já sabemos, a gente ODEIA mudanças, seja lá qual for, frita nossos nervos e neurônios. Só que pra sair do lugar, evoluir, só com mudança, deslocamento. E esse lance é bem contraditório mesmo, pois sair do lugar é a melhor coisa do mundo, mas sempre bate um medo gigante de começar.
Sair do lugar é mudar as amizades: aos poucos, porque teus pensamentos e os daquele BESTE FRIEDE FOREVERIS já não batem mais...
Sair do lugar é mudar de casa: sair da casa dos pais, ou tornar o mundo a tua nova casa, junto com aquele mochilão aventureiro...
Sair do lugar é abrir a mente: começar a ler. Começar a gostar de sertanejo ou de orquestra... Querer descer até o chão num pancadão, depois de passar a adolescência sendo um punk rock até os ossos. Sei lá.
Sair do lugar é querer viver mais: é olhar pra vida da gente de fora e ao mesmo tempo olhar pra dentro e se perguntar se isto que está sendo a vida agora é o que realmente queremos, ou é onde a maré nos levou?
Sair do lugar é tomar as rédias da própria vida. Sair do lugar parece ser a pior opção num primeiro momento, porque vamos combinar que é bem mais cômodo simplesmente ficar parado, mas será que vale a pena o esforço para justificar todos os dias o acomodamento? Será que vale a pena ignorar aquelas coisas que gritam e brigam dentro de nós, tentando nos fazer mudar de direção, fazendo de tudo pra nos mover em busca da própria felicidade?
E esse move e desloca que eu tava falando, na real, é só o redirecionamento da nossa felicidade individual. É como se fôssemos bússolas, aquela parte maleável é o nosso norte, que leva junto a parte rígida que é o sul. O problema é que, às vezes, a gente não quer ser feliz, a gente quer fazer o que achamos certo, mas nem sempre o que é certo nos traz felicidade. Mas o que é certo? Certo pra quem? O "certo" é a gente que decide. Somos os "regreiros" da própria vida e quase sempre, sabotadores da felicidade verdadeira, embora não nos demos conta disso...
Enfim, eu queria dizer que felicidade muda de rosto, de estilo, de sentimento, de destino...
E também queria acrescentar que, mudar de ideia não é pecado, é só mudança de felicidade!
ideiasdajulynha.